No fim de 2007 li um artigo falando sobre a indústria fonográfica e o fim de seu monopólio sobre os métodos de distribuição nessa nova era. Hoje, vejo que o Seth Godin escreveu um post muito bom sobre o assunto. Vi idéias bem semelhantes sobre a decadência de um modelo antigo e as oportunidades abertas por isso.
Algo que já vinha pensando e gerou algumas boas discussões com um amigo.
O que me deixou pensando foi analogia com a Oprah:
The analogy I like to give is if you’re an author and Oprah Winfrey calls, you don’t say, “How much are you going to pay me to go on your show and give away all the ideas in my book?” In fact, if you could you would pay to be on Oprah. For a really long time the music industry has had two minds: On the one hand, they would pay money to be on Clear Channel or MTV; on the other hand, they would charge you money to hear their music in concert or out of your stereo.
Se continuarmos essa analogia, os autores não pagam para estar no “best sellers” ou para serem lidos no meio da praça. Mas as pessoas compram seus livros, se forem relevantes ou interessantes a elas. Assim como com os livros, as pessoas agora pegam suas referências de amigos, do Pandora, do Last.FM… o jabá do rádio não surte mais tanto efeito e, presumo, será cada vez mais difícil lançar bandas como N’Sync e afins. (Bandas super bem produzidas, mas criadas pelas gravadoras para saciar um público específico e ganhar dinheiro.)
O dinossauro desse modelo é a distribuição, controlada pelas gravadoras, que em torno, se tornam obsoletas. Só falta descobrirem um método de fazer a indústria funcionar sem as gravadoras…

